segunda-feira, 9 de maio de 2011

Políticos são gestores?

Ontem no Fantástico passou uma matéria sobre as condições da merenda escolar em algumas cidades do Brasil - incluindo Natal. O resultado, mais uma vez foi: corrupção, propina, material entregue de baixa qualidade, falta de gestão e planejamento, alimentos vencidos, etc.
Foi entrevistada uma professora, onde ela afirma que com R$ 0,80 dá pra fazer um prato com feijão, arroz, carne e hortaliças. E o MEC repassa até R$ 0,95 por prato/pessoa. O que falta? Nesse caso - como em muitos outros - GESTÃO!
Um gari, para fazer concurso e varrer rua, tem que ter o segundo grau. Um político, para administrar uma cidade, estado ou país, basta ser alfabetizado. É muito contraditório. Pessoas sem a menor preparação para assumir determinada área o fazem porque tem voto, ou são amigos de políticos. O problema é que essas áreas são as que regem as nossas vidas, de forma direta ou indireta.
Acho que o nível de exigência para de assumir qualquer cargo publico deveria ser mais alto, e não estou falando de urnas, e sim de leis. Talvez com profissionais de verdade gerindo nossas cidades/estados, escândalos como esse, da merenda, poderiam ser minimizados!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sopão para moradores de rua de Natal










Ontem foi a minha primeira vez numa atividade que há muito tempo tinha vontade de fazer. Distribuir comida para os moradores de rua da nossa cidade. Entrei para um grupo que faz isso todas as quintas, sempre após às 21:00, por causa da empresa que doa os pães. É uma experiência que mistura vários sentimentos.
Existem, como moradores de rua, pessoas de várias características: homens, mulheres, crianças, homossexuais, jovens, velhos, negros, brancos, etc. A miséria não tem distinção e preconceito.
Os alimentos são doados por instituições (02 tipos de sopa, pães,) e as demais coisas que se usam (bananas, copos, café com leite, etc) são conseguidas por doações esporádicas ou comprado pelos voluntários mesmo. Está pronto o cardápio que, para alguns é a única refeição do dia.
Existe um trajeto pré-determinado pelo grupo, e as paradas são feitas onde sempre tem maior número desses moradores, mas, se for encontrado algum no meio do caminho, para-se o carro e atende. Fome é fome!
Entre as coisas que me chamaram atenção, vale destacar algumas: em sua maioria, são pessoas educadas, sabendo muito bem usar o "por favor" e "obrigado". São pessoas ordeiras: fazem fila, não se tem problema com isso. São pessoas solidárias: na hora da chegada dos carros, é comum escutar gritos e alguns correndo para chamar outros que estão perto para também comerem.
Lógico que nem tudo são flores, a vida é muito cruel com eles, portanto...
Existem muitos drogados, tem foragido da justiça, mãe que se prostitui com uma criança de 2 anos no colo, bêbados. Mas, em NENHUM MOMENTO, tive a menor sensação de risco. Muito pelo contrário. Conversas, brincadeiras, agradecimentos. Essa é a nossa recepção. E, o sorriso! De todas as formas, de todos os jeitos, mas sincero.
O grupo da qual estou começando a participar é composto por 04 pessoas. Existem outros grupos que fazem o mesmo trabalho em outros dias da semana.
Quem quiser participar, pode entrar em contato, não existe hierarquia, religião, política, nada. Só vontade de ajudar o próximo. E, se não quiser ir na distribuição, pode ajudar (e é muito importante) com novos fornedores de alimentos, copos, etc. Ou de qualquer outra forma.
No final, a sensação de "dever cumprido" é indescritível.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Criança de 5 anos paga tratamento de câncer vendendo desenhos pela net.

Essa notícia foi publicada no Globo.com e deve ser lida como exemplo de superação e determinação.










Um menino norte-americano de 5 anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo 3 mil desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na internet, muitos deles feitos na cama do hospital.

Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado.

Os pai dele, Katie e Wiley, tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%.

Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos.

'Eu gosto de desenhar cavaleiros, bobos da corte, palhaços assustadores e alienígenas', disse Aidan ao Survivors Club, uma organização que ajuda pessoas que enfrentam adversidade.

'Eu também gosto de me vestir de palhaços bons e palhaços malvados. Eu posso ser um lobo ou um zumbi...'
Sucesso
Durante o tratamento, Aidan gostava de desenhar monstros. Estes desenhos foram colocados à venda na internet pela tia do menino, Mandi Ostein.

'Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos', disse Ostein.

Mas o sucesso foi tanto que a tia de Aidan acabou transformando sua casa em um centro de impressão e envio de desenhos. Muitos deles eram 'assinados' pelo artista.

Pedidos chegaram de vários países do mundo, inclusive do Brasil.

'Eu fiquei chocado com a reação aos desenhos de Aidan. Acho que para ele também tem sido uma boa distração da doença', disse o pai de Aidan, Wiley Reed.

No fim, foram vendidos cerca de 3 mil desenhos, arrecadando mais de US$ 30 mil ( R$ 47 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.

'É absolutamente inacreditável. Nós somos moradores de uma cidadezinha do Meio Oeste americano. Este tipo de coisa não acontece com a gente', disse Ostein.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Micarla: "Se os cristãos tem AC/DC, Natal também terá.

Segundo a prefeita Micarla de Sousa, a Copa está para Natal como Cristo para os cristãos. "Nós cristãos temos uma sigla. AC/DC que representa o período antes e depois de Cristo. Natal terá o seu AC/DC, que será o antes e depois da copa. Ela representará um marco histórico para a nossa cidade."
Esse pronunciamento foi feito agora há pouco no auditório do MP/RN, durante a audiência publica sobre a Copa de 2014.

Jussier Santos fora do América

O ex-presidente do América, Jussier Santos, não fará mais parte da Junta que irá governar o América. A decisão - que foi motivada por saúde - será comunicada aos demais integrantes hoje à tarde, no escritório de Eduardo Rocha. Com isso, os nomes que Jussier iria levar com ele para o América também não irão.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Se beber, cuidado para não ficar nesse estado.

É, no dia seguinte deve ter rolado a famosa "ressaca moral".

Sobre o América.

É muito importante essa união que está acontecendo para o reerguimento do América.
Pessoas que já fazem parte da história do clube estão de volta para tentar - mais uma vez - tirá-lo de uma situação difícil, e certamente isso deve acontecer.
O problema é: como não afundar mais uma vez?
Acho que o América - assim como todos os clubes de futebol - deve ser tratado como uma empresa. E times de futebol tem um público-alvo certo, disposto a consumir produtos exclusivos daquela marca, desde que compense.
Muito se fala em maior torcida aqui no estado, etc, etc. Não é o problema em questão, mas se pegarmos os 5 (ou mais) últimos públicos acima dos 25 mil pagantes aqui no estado, todos são do América. Isso é um dado importante.
Dizem que "A torcida do América é a elite". Outro dado importante, pois tem poder de consumo, porém é mais exigente (se realmente for verdade).
O carro chefe de toda essa marca - América - é o futebol. Ele é que faz despertar a paixão do torcedor. E paixão nunca anda de mãos dadas com a razão. E é na hora da paixão que o cliente fica mais "rico".
Então, o primeiro passo para fortalecer financeiramente o América é montar uma boa equipe. Não a de futebol, isso fica para depois. Tem que se ter gente muito boa que saiba montar time de futebol, gerenciar financeiramente um clube, abrir portas, conhecer o submundo do futebol, vender a marca, ser empreendedor, etc, etc. Como num time, cada um jogando na sua.
Com esse time montado, parte-se para montar a equipe de futebol. O torcedor não quer saber qual a competição que se disputa, ele quer ganhar. Basta ver o público dos acessos para as séries B e A. Praticamente os mesmos, sendo que em competições distintas.
Feito isso, é hora de se trabalhar para começar a faturar em cima da paixão. Time ganhando significa muito. O torcedor quer mostrar a todo mundo que ele, a mulher, o filho, a empregada, quem quer que seja, são americanos. Ele quer mostrar o seu orgulho pelo clube. Orgulho é uma palavra que faz parte do América. Está no seu slogan "informal" - Orgulho do RN - está no seu hino. E a diretoria tem que saber aproveitar bem esse orgulho. Mas, lembrando, tudo na vida é uma troca. E com o aumento do poder aquisitivo, as pessoas querem qualidade naquilo que compram. E isso serve inclusive para os torcedores americanos.